terça-feira, 27 de maio de 2025

SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR – ANO C



SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR – ANO C                                                                      LEITURA DE 01.06.25                                                                                                                            TEMA: A ASCENSÃO, O CAMINHO DA VIDA DEFINITIVA


A Festa da Ascensão de Jesus, nos revela o nosso para a comunhão com Deus, ou seja, a Vida definitiva. Esta festa, vem nos recordar que, enquanto caminhamos na terra, temos que continuar a missão de Jesus e que teremos que continuar a vida de testemunho e de construção do Reino de Deus. Nossa missão, é de levar o Evangelho a todas as nações, anunciar a todos os homens e mulheres o amor e a misericórdia de Deus. Para alcançarmos a comunhão com Deus, não podemos ficar parados a olhar para o céu. Somos chamados a abraçar a missão.


1ª LEITURA – ATOS DOS APÓSTOLOS 1,1-11


Jesus, depois da longa caminhada pela Galileia, depois de revelar a todos os que sofriam, o Reino de Deus e depois de sua morte e ressurreição, deu instruções aos Apóstolos que escolhera e lhes revelou: recebereis a força do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém e em toda a Judeia e na Samaria e até aos confins da terra. Jesus nos revela, que assumir a missão, é ser testemunha, é anunciar além das fronteiras de Israel e de ir por todas as nações. Eis aqui a nossa missão.


2ª LEITURA – EFÉSIOS 1,17-23


Paulo nos recomenda a buscar, o espírito de sabedoria e de luz, para que possamos conhecerdes e compreender o chamado que Deus confia a cada um de nós. Cristo ressuscitou dos mortos e está acima de todo e qualquer principado. Ele, é a cabeça da igreja, e nunca devemos esquecer que somos membros do Corpo de Cristo e como corpo, devemos assumir com firmeza, com determinação e com fidelidade, o anúncio da Palavra, a todas as criaturas. Não podemos nos tornar causa de divisão e nem causa de abandono da Palavra. Como Corpo do Senhor, devemos trabalhar sempre e em todas as circunstâncias, a unidade.


EVANGELHO – LUCAS 24,46-53


Jesus encontra seus discípulos e lhes dá as últimas instruções, antes da sua Ascensão. Refaz com eles, tudo que foi a sua caminhada de preparação para a grande missão que teriam que assumir, deste momento em diante. Fala-lhes dos sofrimentos e dores que na missão dada pelo Pai, teve que enfrentar. Recorda-lhes também da vitória sobre a morte, em sua Ressurreição. Dá-lhes a missão de pregar o arrependimento e o perdão dos pecados a todas as nações. Revela-lhes, que serão as testemunhas vivas da vida, da graça, da misericórdia e do banquete do Pai, realizado na última Ceia e que agora se torna, missão a ser celebrada por todos os dias, até a consumação no juízo final. Revela-lhes, que a comunidade dos filhos e filhas de Deus, não ficarão abandonados, pois Ele enviará o Paráclito e que os missionários e missionárias, serão revestidos da força do Espírito Santo. Depois disso, Ele subiu aos Céus, onde está sentado à direita do Pai. A missão dada por Jesus, rompe as barreiras do judaísmo, e faz com que a nossa missão seja universal, ou seja, levar o anúncio de evangelização, a todas as nações. A redenção de Jesus, é para toda a humanidade. Deus não trabalha a divisão de puros e impuros ou de santos e pecadores. Deus nos dá a missão de reunir todas as ovelhas no seu redil. Deus não se alegra com a condenação de nenhum de seus filhos, mas quer que todos se convertam e vivam. Eis aqui, a nossa grande missão, trabalhar pela salvação da humanidade. Trabalhar pela construção da paz em todos os níveis de convivência. Trabalhar para que haja justiça para todos e não para alguns privilegiados pelos sistemas. Trabalhar pela unidade, pelo perdão dos pecados e para que haja vida, para toda a criação.


Gaspar Moreira 01.06.2025

  

 

segunda-feira, 19 de maio de 2025

06º DOMINGO DA PÁSCOA – ANO C



06º DOMINGO DA PÁSCOA – ANO C                                                                                                    LEITURA PARA 25.05.2025                                                                                                                      TEMA: QUEM ME AMA GUARDARÁ A MINHA PALAVRA


A promessa de Jesus de acompanhar e de orientar os seus discípulos ao longo de todo o caminho histórico que eles vão percorrer, chega até nós e é renovada em nós, pelo Batismo. Jesus nos alimenta com a Palavra, como seu Corpo e Sangue e nos conduz pelo poder e força do Espírito Santo, que procede do Pai e do Filho. O Espírito Santo virá, para nos ensinar todas as coisas e para recordar a toda a igreja, tudo o que Jesus revelou, nos três anos de formação dos discípulos, enquanto caminhava no meio da multidão.


1ª LEITURA – ATOS DOS APÓSTOLOS 15,1-2.22-29


Diante da recusa dos judeus na sinagoga da cidade, Paulo toma a decisão de dirigir-se, preferencialmente aos gentios. Os pagãos, ao saberem dessa decisão, foram tomados de grande alegria e glorificavam a palavra do Senhor. Muitos pagãos, tendo conhecimento de que a mensagem cristã fora entregue a eles, resolveram abraçar o chamado de Deus e muitos assumiram a missão. Paulo, voltando da missão, revela como Deus agiu no meio do povo e como os judeus haviam rejeitado o chamado, e ainda, que tudo só foi possível, porque foi Deus que lhes abriu as portas da revelação. Para Paulo e Barnabé, Cristo e o Evangelho eram suficientes e não deviam impor aos cristãos de origem greco-romana obrigações que não eram essenciais. Os judeus não aceitavam e a questão foi decidida no 1º concílio de Jerusalém.


2ª LEITURA – APOCALIPSE 21,10-14.22-23


João, busca animar os cristãos perseguidos pelas forças e pelo poder do mal e revela que, os poderes que negam o Evangelho, que negam a vida e que negam a partilha e comunhão, não terão a última palavra. Revela que a vitória final será de Deus e dos que abraçam a vida de missão e de serviço aos irmãos. Revela ainda que Jesus, o Cordeiro de Deus, que venceu a morte, vencerá também a batalha contra as forças que se opõem à vida e à felicidade dos filhos de Deus. João revela ainda, que caminhamos para o novo céu e a nova terra, que Deus tem preparado para todos aqueles que permanecerem fiéis na missão de evangelizar.


EVANGELHO – João 14,23-29


No Evangelho, recebemos a revelação de quem ama guarda a palavra e meu Pai o amará. Nos revela ainda que, a Trindade Santa vira até os que servem, e fará deles a sua morada. Mas aqueles que rejeitam a vivência do amor e do serviço a seus irmãos, poderão se tornam morada de todas as práticas, que negam a Deus. A Palavra a que somos enviados a anunciar, não é nossa, mas é do Pai que nos envia. Somos o lugar da habitação da Palavra, da graça, do poder, da misericórdia e da redenção que o Senhor veio nos dar. Somos o lugar do agir do Espírito Santo. O Espírito Paráclito, vem para nos ensinar e nos recordar tudo que Jesus ensinou. O CAMINHO que Jesus aponta, nos leva aos crucificados, para que junto com eles, possamos enfrentar a cruz que pesa sobre a vida de todos os foram rejeitados. A VERDADE que Jesus revela, nos leva a trabalhar contra os laços da mentira, da vaidade e da exploração, que nega e destrói a vida de muitas ovelhas do Senhor. A VIDA que Jesus nos oferece, nos leva a trabalhar contra todas as formas de morte, que vai sendo imposta sobre os filhos e filhas de Deus. Nossa missão é de abraçar o Caminho, a Verdade e a Vida que Deus vem nos dar. Mas precisamos nos lembrar, que está missão Trina de Caminho, de Verdade e de Vida, precisa ser construída sobre os alicerces da Paz. Não basta desejar a paz ao próximo, é preciso trabalhar na construção da verdadeira Paz.


Gaspar Moreira 25.05.2025

terça-feira, 13 de maio de 2025

05.º DOMINGO DA PÁSCOA - ANO C



05.º DOMINGO DA PÁSCOA - ANO C                                                                                                    LEITURA PARA 18.05.25                                                                                                                TEMA: AMAI-VOS UNS AOS OUTROS, COMO EU VOS AMEI


Deus nos chama a ser no mundo, sinal vivo do seu imenso e incondicional amor. Testemunhas do amor que se faz entrega, do amor que abraça a cruz, do amor que cura e resgata as pessoas, do amor que tira do anonimato, do amor que não se entrega às falsas propostas. É preciso aprender a escutar as dores e sofrimentos dos irmãos. É preciso se fazer presente nas regiões, onde a vida é negada e ninguém quer estar.


1ª LEITURA – ATOS 14,21B-27


Paulo e Barnabé voltaram em visita missionária a Listra, a Icônico e a Antióquia, para fortalecer a fé e o compromisso. Eles buscavam exortar as comunidades a permanecerem firmes e fiéis na fé. Diziam, devemos passar por tribulações para entrar no reino de Deus. Eles escolheram anciãos em cada Igreja, depois de orações e de jejum, com tarefa administrar, vigiar e defender a comunidade diante dos perigos internos e externos. Ao voltarem da missão, apresentam um relato das visitas e da animação missionário, onde revelam que a missão foi obra de Deus, uma ação do Espírito Santo. Nos semeamos, mas que age é Deus.


2ª LEITURA – APOCALIPSE 21,1-5a


João, narra para a comunidade a visão que teve do novo céu e uma nova terra, onde a terra antiga, tinha desaparecido e o mar já não existia. Narra a visão da Nova Jerusalém, bela como noiva adornada para o seu esposo e cheia da presença de Deus, que agora se tornara a morada de Deus com os homens. Ali não mais haverá luto, não haverá fome e nem miséria, porque o antigo domínio desapareceu. Deus veio fazer nova todas as coisas. Por isso, as comunidades devem se alegrar e festejar. Na nova morada, viveremos a graça e o poder de Deus.


EVANGELHO – JOÃO 13,31-33a.34-35


Quando Judas saiu da mesa, Jesus revela, que foi glorificado em Deus e que Deus foi glorificado n’Ele. Por pouco, ainda estarei com vocês, mas dou-vos um mandamento novo, de que vos ameis uns aos outros. Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei. Meus discípulos, serão reconhecidos, na medida em que amar os seus irmãos. Jesus não está preocupado com o que lhe vai acontecer, mas está preocupado com os seus discípulos que estão com Ele à mesa. Será que poderão, sem Jesus, levar para a frente o projeto do Reino? É preciso saber discernir, no meio das crises e tempestades que irão enfrentar e da realidade a ser trabalhada, o que procede de Deus. Muitas vezes, poderemos ter que enfrentar, os que fazem a opção de Judas. Muitas vezes, teremos que enfrentar, os que se vestem de lobos, para confundir a caminhada. A nossa missão, de amar como Jesus amou, precisa vencer os murros da ganância e do ódio, do abandono e do desprezo, da condenação e da morte. Nossa missão, é de visitar, acolher, abraçar e de fazer a partilha do amor e dos Dons de Deus.


Gaspar Moreira 18.05.2025

terça-feira, 6 de maio de 2025

04º DOMINGO DA PÁSCOA – ANO C

04º DOMINGO DA PÁSCOA – ANO C                                                                                                                            LEITURA DE 11.05.2025                                                                                                                               TEMA: 


Jesus é o Bom Pastor. Ele dá vida por suas ovelhas. Para fazermos parte do rebanho do Senhor, é preciso de escutarmos as suas indicações, acolhermos as suas propostas, e nos colocar à disposição do Senhor e estarmos prontos para o seguimento. As atitudes de dominadas pelo orgulho, pela autossuficiência e a recusa em se tornar servo do Senhor no anúncio, se colocam contra o caminho que Deus nos aponta. Nossa missão, é de apontar caminhos que possam vencer as injustiças, a violência e a morte, para nos tornarmos rebanho do Senhor. 


1ª LEITURA – ATOS DOS APÓSTOLOS 13,14.43-52 


Deus enviou Paulo e Barnabé, para anunciar a palavra de Deus, primeiro aos judeus, mas agarrados em preceitos errados, rejeitaram os discípulos e a Palavra. Desta forma, os discípulos foram enviados aos gentios e fez deles a luz das nações, para levar a salvação até aos confins da terra. Os gentios encheram-se de alegria e glorificavam a palavra do Senhor. Todos os que estavam destinados à vida eterna abraçaram a fé e a palavra do Senhor divulgava-se por toda a região. Assim, os judeus passaram a perseguir Paulo e Barnabé e expulsando-os, do seu território. Ainda hoje, os discípulos do Senhor são perseguidos e a Palavra de Deus, vai sendo levada para as periferias. Nossa missão, é de ir anunciar a todas as ovelhas, que Deus nos confia. Nossa missão, é de ser uma igreja em constante saída.  


2ª LEITURA – APOCALIPSE 7,9.14B-17 


João nos apresenta a grande multidão de servos fiéis, os que vieram da grande tribulação, os que lavaram as túnicas e as branquearam no sangue do Cordeiro. Por isso estão diante do trono de Deus e de seu templo. O Cordeiro, é o nosso pastor e nos conduzirá às fontes da água viva. E Deus nos chama, para a missão de reunir as ovelhas para o banquete eterno. Nossa missão, é de enfrentar as tribulações da vida, é colocar a nossa vida a serviço do Pai, na acolhida e na misericórdia. Aqui temos a revelação das etapas de nossa caminhada, com os sete selos. O primeiro selo, é Cristo vitorioso. O segundo selo, as guerras e violência. O terceiro selo, símbolo da fome e da miséria. O quarto selo, o símbolo da morte, da doença e da decomposição. O quinto selo, mostra os mártires. O sexto selo, o grande dia da ira de Deus. O sétimo selo, a derrota final das forças do mal. 


EVANGELHO – João 10,27-30 


Naquele tempo, disse Jesus: As minhas ovelhas escutam a minha voz. Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me. Eu dou-lhes a vida eterna e nunca hão de perecer e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que me deu as ovelhas, é maior do que todos e ninguém pode arrebatar nada da mão do Pai. Eu e o Pai somos um só. A missão de pastorear, é dada a cada um dos que foram batizados, portanto é nossa missão. Precisamos de ir e estar, onde estão as ovelhas, principalmente as que estão desprotegidas e abandonadas, doentes e famintas, impedidas de fazerem parte do banquete que o Pai preparou para todas as ovelhas. Para cumprir a vontade de Deus, muitas vezes precisamos abandonar muitos de nossos esquemas pessoais, de nossas conveniências, de nossos caminhos particulares. O Pai, não quer que ninguém fique fora, ou que sejam impedidas de participar do banquete. Por isso, somos enviados com a missão de anunciar, enviados a curar e enviados a libertar. Somos enviados para revelar a graça, o poder e a misericórdia de Deus. Nossa missão é de escutar o chamado, de ouvir o que Ele nos diz e de seguir no cumprimento da missão dada pelo Senhor. Nossa missão, é de discernir a vontade do Pai e obedecer ao projeto que Ele tem para nós.  


Gaspar Moreira 11.05.2025

03.º DOMINGO DO TEMPO PASCAL - ANO C

 03.º DOMINGO DO TEMPO PASCAL - ANO C                                                                                                                        LEITURA DE 04.05.2025                                                                                                                                                         TEMA: NOSSO CAMINHO PARA O PENTECOSTES 


Somos chamados a descobrir como devemos agir para concretizar, na vida da humanidade, a obra salvadora de Jesus. Somos chamados a ser no mundo, testemunhas da vida nova que Jesus ressuscitado veio nos dar. Em nós, Deus quer realizar uma nova forma de fazer a pesca. Não seremos mais pescadores de simples peixes, mas seremos os pescadores do Reino de Deus. Seremos os pescadores da vida em comunidade. Seremos os pescadores da paz que vence a desavença, da paz que vence a discórdia, da paz que vence o desentendimento. Seremos pescadores da implantação de um reino de justiça e de comunhão com o Pai. 


1ª LEITURA – ATOS 5,27B-32.40B-41 


Os sumos sacerdotes, com medo da reação das multidões e querendo silenciar os ensinamentos de Jesus, proibiam os discípulos de ensinar em nome de Jesus e os acusavam de encher Jerusalém da doutrina e de querer fazer recair sobre eles o sangue de Jesus. Hoje, não é diferente, os poderes dos novos Herodes e dos novos Sumos Sacerdotes, querem continuar os métodos de exploração, os métodos de intimidação e os métodos de imposição, que muitas vezes se realizam com a execução, não na cruz como fizeram com Cristo, mas na destruição da dignidade, na usurpação dos bens ou na eliminação do que veem como empecilho. A exemplo dos discípulos, mesmo com ameaças, a nossa missão de ir e anunciar o Evangelho. 


2ª LEITURA – APOCALIPSE 5,11-14 


No centro de nossa vida e de nossa missão cristã, está o Cordeiro. O Cordeiro de Deus, é aquele que tira o pecado do mundo. Guiados pelo Cordeiro de Deus, teremos forças e coragem de consagrar a nossa vida, na luta contra as forças de domínio do mal. O Cordeiro de Deus, é o único que pode revelar os planos amorosos de Deus para toda a humanidade. Só Ele é que pode iluminar a história e a vida, com a luz que procede de Deus. Toda a criação é chamada a elevar graças ao Cordeiro de Deus. Todas as criaturas, céus e terra, água e ar, animais e plantas, as profundezas do mar e o infinito universo além das estrêlas, todos somos chamados a render graças ao Cordeiro do Pai.  


EVANGELHO – João 21,1-19 


O mar, era o lugar onde estavam as forças maléficas que escravizam o homem e os impediam de ter vida em abundância. Pescavam durante a noite, no meio das trevas e da escuridão.  Depois de uma infrutífera noite de pesca, cansados, abatidos e desanimados, estavam os discípulos, no romper da manhã, preparando para guardar seus instrumentos de trabalho quando Jesus aparece e muda a história daqueles homens. Jesus então lhes diz: lancem a rede à direita do barco e achareis os peixes que procurais. Os discípulos lançaram a rede e pegaram tão grande quantidade de peixes que tiveram dificuldades em trazer para a margem. Pegaram cento e cinquenta e três grandes peixes; e, apesar de serem tantos, a rede não se rompeu. Este número, representava todas as nações, que deveriam ser evangelizadas. Aqui está a missão dada por Jesus: ide e evangelizai toda a terra. O Senhor, em nossa vida, também está a ordenar que lancemos a rede da acolhida e da partilha, a rede do amor e do perdão, a rede da paz e da comunhão, a rede da fidelidade e do anúncio. O Senhor nos faz uma igreja em saída, de ir até os confins da terra e evangelizar. Jesus então, convida os trabalhadores a comerem com ele, dando-lhes pão e peixe. Depois da refeição, Jesus confia a missão igreja a Pedro, onde por três vezes, o havia negado. Jesus então, quis escutar a confissão de amor, daquele que por três vezes o havia negado. Pedro recebe a missão de apascentar o rebanho do Senhor. Pelo nosso batismo, o Senhor confia a cada um de nós, a mesma missão de cuidar do rebanho. Não podemos deixar as ovelhas desgarrarem-se. A missão dos discípulos de Jesus e nossa, é de libertar os homens que vivem mergulhados no mar do sofrimento, da escravidão e da morte. Somos enviados a trabalhar a acolhida, a unidade e a fidelidade, para que todos possam chegar na vivência da comunhão e do banquete que o Pai preparou.  


Gaspar Moreira 04.05.2025

quarta-feira, 30 de abril de 2025

02.º DOMINGO DO TEMPO PASCAL - ANO C



02.º DOMINGO DO TEMPO PASCAL - ANO C                                                                                        LEITURA DE 27.04.2025                                                                                                                          TEMA: TESTEMUNHAS DA RESSURREIÇÃO, IDE E ANUNCIAI




O Senhor nos convida a um caminho de vida em comunidade. Ainda por muitos dias, até a chegada da Ascenção de Jesus, Ele continua a orientar os discípulos na caminhada no meio das ovelhas dispersas pela Galileia. Jesus caminha com a nova comunidade, nascida da caminhada e da Ressurreição dando-lhe forças para vencer os desafios que os poderes impunham, na busca de dificultar o caminho. Os primeiros cristãos viviam em comum, partilhavam e exerciam a vida de amor e de misericórdia.




1ª LEITURA – ATOS 5,12-16




Com o poder de Jesus, confiado aos Apóstolos, agora vão realizar muitos milagres e prodígios entre o povo. Vinham gente de todas as regiões, trazendo enfermos e atormentados por espíritos impuros e todos eram curados. A revelação dos Dons de Deus, que fora confiada aos Apóstolos, não ficou preso no poder recebido. Os Dons foram colocados a serviço de todas as comunidades de perto e distantes. Todos recebiam da graça e do poder de Deus, pelas mãos dos Apóstolos. Nossa missão, é a mesma, de levar a graça, o poder e a misericórdia de Deus a todos que buscam beber da fonte da vida, revelado por Jesus Cristo. Deus nos chama a viver a unidade, a fidelidade e a sermos o lugar da acolhida e da partilha.




2ª LEITURA – APOCALIPSE 1,9-11A.12-13.17-19




João, irmão e companheiro nas tribulações, na realeza e na perseverança em Jesus, estava prisioneiro na ilha de Patmos, por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus. João recebe a missão de escrever o que tinha visto e ouvido, para que as sete igrejas, ou seja, a revelação dos Dons de Deus, não se perdesse ou corresse o risco de ter interpretações falsas. As sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia simbolizam todas as etapas vividas pela igreja e por isso representam a igreja em todos os tempos. Nossa missão, é de levar a mensagem de Cristo a todas as regiões. Não podemos excluir nada, pois todos, mesmo os mais excluídos, não podem ser deixados de lado. Eles são os escolhidos por Deus, em todos os territórios e todas as galileias possíveis. A Palavra de Deus precisa chegar aos confins da terra, portanto, a todos.




EVANGELHO – JOÃO 20,19-31




Era o primeiro da semana, as portas da casa onde os discípulos se encontravam, estavam fechadas por estarem com medo dos judeus. Jesus veio e se colocou no meio deles trazendo a paz. Para dissipar a incerteza e o medo, mostra-lhes as mãos e o lado. Neste primeiro encontro após a Ressurreição, Jesus lhes confia a missão, dando-lhes a paz, fazendo deles mensageiros da paz e em seguida os envia: assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós e sopra sobre eles e dizendo: Recebei o Espírito Santo: aqueles a quem perdoarem, seus pecados serão perdoados e àqueles a quem os retiverdes serão retidos. Tomé, não estava com eles e duvidou que Cristo tivesse aparecido. Só acredito se colocar os dedos no lugar dos cravos e a mão no lado ferido. Oito dias depois, Jesus vem, trazendo a paz e diz a Tomé: põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos, aproxima a tua mão e toque no meu lado e não sejas incrédulo, mas creia. Depois de uma sexta feira de dores e de um sábado de muita tristeza para a comunidade, vem o domingo da ressurreição. Aqui começa a vida nova. Aqui tem início uma nova criação. Aqui, toda a humanidade é vivificada em Cristo. Aqui, Maria Madalena, representa a nova comunidade dos filhos e filhas de Deus, que muitas vezes sente desorientada e confusa, mas que Jesus se revela presente e envia a nova comunidade a anunciar. Os discípulos chegam e testemunham que a vida, não pode ser encontrada num túmulo e que precisamos caminhar com Jesus por terras da Galileia, ou seja, pelos lugares onde a vida esteja sendo negada. Os discípulos fazem a experiencia do encontro com o Senhor Jesus vivo e ressuscitado. É o final do primeiro dia da nova criação, onde a vida vence a morte. Não podemos viver na noite, no domínio do medo e de portas trancadas. Precisamos estar alertas, acordados para a nova realidade e sermos testemunhas da luz que vence as trevas. Somos chamados a ser testemunhas da vida nova, testemunhas da luz e da vida que vence o poder e as forças que geram e alimenta a morte e assim, testemunhas da ressurreição. O centro de nossa vida e de nossa caminhada, é Jesus Cristo. Ele é a fonte da água viva, Ele é o caminho, a verdade e a vida.




Gaspar Moreira 27.04.2025

DOMINGO DE PÁSCOA – ANO C



DOMINGO DE PÁSCOA – ANO C                                                                                                      LEITURA 20.04.2025                                                                                                                        TEMA: A VIDA VENCEU A MORTE


A Ressurreição de Jesus, é a celebração da vitória da vida sobre a morte, do amor sobre o ódio, da luz sobre as trevas, do perdão e da misericórdia sobre todas as formas de condenação. Com Pedro, aprendemos que a nossa vida precisa se tornar testemunha da vida e da Ressurreição. Com Paulo aprendemos que no Batismo, nos tornamos lugar do agir do Espírito Santo. No Evangelho aprendemos a ver, que o túmulo está vazio e que por isso, devemos procurar o Cristo, onde a vida esteja sendo negada.


1ª LEITURA – ATOS DOS APÓSTOLOS 10,34.37-43


Diante da multidão, Pedro tem início ao seu ministério de pregação, onde narra para a multidão, a caminhada de Jesus por toda a Galileia, Judéia e regiões, revelando como a força e o poder do Espírito Santo, recebido por Jesus no seu batismo no Rio Jordão, conduz a caminhada no meio dos doentes, possuídos, prostituídos, enfim no meio dos pecadores, curando de todos os males. A nossa missão e o nosso ministério hoje, é o mesmo de Jesus, de ir ao meio de todos aqueles que precisam de socorro, de cura e de acolhida. Todo aquele que enfrentar e não se deixar dominar pelo egoísmo, mentira, injustiça, construirá vida de ressurreição.


2ª LEITURA – COLOSSENSES 3,1-4



Em Cristo, somos filhos e filhas da Ressurreição. Desta forma, a nossa missão é de trabalhar vida de Ressurreição. Não podemos nos entregar a projetos que negam a vida, projetos que negam o amor e a acolhida, projetos que negam o perdão, a misericórdia e a comunhão. Somos filhos de Deus e devemos agir como filhos de Deus. Nossas obras, precisam revelar Deus, precisam conduzir para Deus, precisam vencer as forças e poderes que geram trevas. Nossa missão, é fazer que a luz domine toda as obras que queiram implantar as trevas. Somos o lugar da luz de Deus.


EVANGELHO – João 20,1-9


No primeiro dia da semana, ainda escuro, as mulheres foram ao sepulcro e viram a pedra que a pedra fora retirada. Aqui começa a corrida evangelizadora. Elas vão anunciar aos discípulos, que arrombaram o sepulcro. Eles também correm para testemunhar, que Cristo não está mais ali. A vida triunfou. A vida venceu a morte. Aqui, no primeiro dia da semana, nos lembra o primeiro dia da criação. Aqui inicia com a morte sendo vencida. O novo homem, a nova humanidade, uma nova criação. A nossa missão, é de assumir a vida de servos do Senhor. A nossa missão, é de fazer os caminhos de Jesus, para dar vida nova, a todos aqueles que tiveram negado o direito à vida e que por isso, viviam a negação da vida. Nossa missão, é de ir e evangelizar, de ir e curar, de ir e levar a misericórdia e o perdão, de ir e fazer a partilha e a comunhão, de ir resgatar os que estão à margem da vida social, econômica, política e religiosa. A nossa Missão, é de trazer todos, de todas as periferias da vida, para fazerem parte do Banquete que o Pai preparou a todos que abraçarem com fidelidade a missão. A missão agora, é de revelar ao mundo que Cristo ressuscitou, que está vivo e que caminha no meio de nós. Agora, somos a revelação de Deus, ao mundo.


Gaspar Moreira 20.04.2025

 

  

 

 

SÁBADO SANTO - SANTA VIGÍLIA PASCAL 2025:ANO C



SÁBADO SANTO - SANTA VIGÍLIA PASCAL 2025:ANO C                                                                  LEITURA DE 19.04.2025                                                                                                                    TEMA: A LUZ VENCEU AS TREVAS DA MORTE


Cristo vencendo a morte e todas as condições de não vida, faz a vida vencedora do poder de todo o mal e em nós, a vida se faz vencedora pelo Batismo. No batismo, fazemos a nossa Páscoa é fazemos parte do mistério da Morte e Ressurreição de Cristo para a nossa própria vida. Aqui nasce a nossa vocação: ide e anunciai que Cristo está vivo e no meio de nós.


1ª LEITURA GÊNESIS 1, 1-2, 26-31


No princípio Deus criou todas as coisas e vendo que tudo era muito bom, pode então descansar. É importante perceber, que Deus separa a luz das trevas, organiza o dia e a noite, separa a água e a terra. Em tudo a mão de Deus, organizou e fez funcionar. Desta forma, Deus nos dá a missão de cuidar, de zelar pelos bens criados. Não podemos nos tornar fonte de destruição e nem agir contra a grande diversidade da criação. Crescei e multiplicai-vos e dominai a terra. Em Gênesis 1,28, recebemos a missão de encher a terra e dominá-la. Precisamos entender, que este domínio sobre a terra, não é o domínio capitalista de exploração, mas trata-se do domínio que Deus nos concede, ou seja, domínio de proteção, de cuidado e de zelar pela bem da criação. As florestas estão morrendo, os rios estão morrendo, a criação está morrendo, porque o homem acha que dominar é destruir tudo, para plantar e gerar lucros, não importando se a natureza ou toda a criação, tenha que morrer. Isto não é zelar, não ter o domínio que zela, cuida, protege e dá vida.


EVANGELHO DA MISSA


LUCAS 24, 1-12


No primeiro dia da semana, ao romper da aurora, as mulheres foram ao sepulcro, levando os perfumes que haviam preparado. Ficaram muito assustadas, pois a pedra do sepulcro tinha sido removida. O primeiro dia da semana, nos lembra o ato criador de Deus Pai. Estamos começando uma nova criação, estamos iniciando o dia, no trabalho contra as forças e poder da morte. As mulheres, simbolizando a maternidade da mãe criadora, vem cedo para um novo parto. O parto da Ressureição, onde a vida vence a morte, onde o amor vence o ódio, onde a paz vence a violência, onde a comunhão vence a falta de partilha. As mulheres, vida da igreja que nasce, correm para anunciar, correm para dar a boa notícia, correm para revelar a luz venceu as trevas, que a vida venceu a morte. O romper da aurora, nos revela que as trevas não têm poder. O romper da aurora, nos revela que a nossa missão, é não permitir que as trevas retornem. O romper da aurora, nos revela que não podemos ficar parados olhando a pedra removida ou os panos dobrados, mas que a exemplo das mulheres, tenhamos a coragem de sair mundo afora a anunciar que a luz venceu as trevas. Que tenhamos a coragem de dizer não aos projetos de negação do projeto de Deus e de rejeição aos projetos que servem ao poder da morte. Nossa missão, é ser a presença de vida do Senhor, de ser a luz que vence o poder das trevas, simbolizada na morte.


Gaspar Moreira 19.04.2025








SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO DE CRISTO – ANO C



SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO DE CRISTO – ANO C                                                                                  LITURGIA PARA 18.04.25                                                                                                                          TEMA: SER PRESENÇA DE CRISTO QUE ABRAÇA OS QUE SOFREM


Sexta Feira Santa, Jesus nos leva ao encontro das dores da humanidade, Jesus nos leva para os caminhos dos esquecidos e abandonados de todos os tempos, Jesus nos leva para os caminhos do anúncio e da acolhida dos que não tem mais caminhos, Jesus nos leva nos caminhos da revelação do projeto de vida e de amor do Pai.





1ª LEITURA - ISAÍAS 52,13-53,12


O servo do Senhor, não tinha beleza nem atrativo para o olharmos, não tinha aparência que nos agradasse. Ele era desprezado como o último dos mortais, homem coberto de dores, cheio de sofrimentos. Parecendo com um morador de rua, onde todos que passavam, viravam o rosto para não ver, de tão desprezível, era ignorado por todos. Este tomou sobre si nossas enfermidades e nossas dores e por nossa causa, foi humilhado. Hoje, também nós, somos chamados a assumir a condição do servo sofredor e de abraçar a causa de todos aqueles que sofrem dores, abandono e a morte. Nossa missão, é de ser a presença do Cristo que abraça, cura e liberta. Nossa missão, é de levar a todos os irmãos a remissão dos pecados e levar todos, a participarem do banquete do Senhor.


2º HEBREUS 4,14-16; 5,7-9


Jesus, o Filho de Deus, é o nosso eterno Sumo Sacerdote. Por isso, somos chamados permanecer firmes na fé que professamos. Para aproximar-nos do Trono da Graça, precisamos abraçar a fidelidade, a misericórdia e a missão de evangelizar além das fronteiras. Precisamos sair do domínio do Templo, ou seja, ir anunciar onde a igreja não consegue chegar. Precisamos ir, onde o povo de Deus foi sendo empurrado. Precisamos ir para as periferias, onde o povo vive o fome, a miséria, o abandono e as doenças. Precisamos ser a cura, a acolhida, o perdão e a presença salvadora de nosso Deus.


EVANGELHO - JOÃO 18, 1-19, 42


Jesus, estava com os discípulos no jardim, quando Judas chegou com um destacamento de soldados e alguns guardas dos sumos sacerdotes e fariseus, e chegou ali com lanternas, tochas e armas. Então Jesus disse: a quem procurais. Disseram a Jesus de Nazaré. Sou eu, eles recuaram e caíram por terra. Nesta Sexta Feira Santa, temos a revelação do amor pleno e da entrega total de Jesus, ao plano amoroso e salvífico de Deus Pai para toda a humanidade. Ao enfrentar as forças da negação ao plano de redenção da humanidade, representado no poder do rei, no poder do império e no poder religioso, Jesus conhece a perversidade dos poderes que se colocam a serviço do ódio, da ganância e da destruição. É preciso enfrentar as forças que geram a morte, é preciso enfrentar as forças que geram a negação a Deus, é preciso enfrentar as forças que servem ao inimigo de Deus. Ao assumir a missão de implantar o Reino de Deus, Jesus revela aos discípulos e a cada um de nós, que abraçar a cruz e ter a capacidade, ter a força e se revestir do poder de Deus que vence a morte. A cruz não é o fim da vida, mas é nela que o poder da morte encontra o seu fim. Ao assumir o caminho da cruz, estamos assumindo com Jesus, a redenção de toda a humanidade e estamos decretando, que a morte não tem poder sobre aqueles que são fiéis e que se colocam a serviço da vida. Em Jesus, poderemos gritar para o mundo inteiro: onde está a tua vitória, ó morte?


Gaspar Moreira 18.04.25

CEIA DO SENHOR – QUINTA FEIRA SANTA - ANO C

CEIA DO SENHOR – QUINTA FEIRA SANTA - ANO C                                                               LITURGIA PARA 17.04.25                                                                                                         TEMA: NA EUCARISTIA, RENOVAR A ALIANÇA 

Hoje, a igreja inicia solenemente o tríduo dos mistérios pascais: A Ceia do Senhor, a Paixão e morte e a Ressurreição. A Ceia do Senhor, atualiza a entrega de Jesus, se fazendo sacramento em cada Eucaristia. Somos chamados a nos gloriamos na cruz de nosso Senhor. Em cada Eucaristia celebrada, renovamos a Aliança de vida e de Ressurreição com Nosso Senhor Jesus Cristo. 

LEITURA ÊXODO  12,1-8.11-14  

Somos chamados a celebrar a passagem, da vida velha de pecado, de infidelidades e de distanciamento da vida de fé e de consagração ao serviço da Palavra, na vida de nossos irmãos e irmãs. Mas a celebração deve ser de uma bela ceia partilhada com irmãos, com vizinhos e com aqueles que não tem onde comer e nem como celebrar. 

LEITURA- 1 CORÍNTIOS 11, 23-26  

Isto é o meu corpo que é dado por vós. Fazei isto em memória de mim. Aqui está o centro do mandamento de Jesus aos discípulos e a nós. É preciso renovar continuamente a memória de vida e de doação que Deus fez por nós. Todas as vezes que comerdes e beberdes, é a renovação do ato salvador e glorificador de toda a humanidade. Fazei isso em minha memória e como vida e resgate de todos os filhos e filhas que se desviaram pelo caminho. Nossa missão, é de trazer todos para o banquete redentor.  

EVANGELHO - JOÃO  13,1-15  

Jesus estava tomando a Ceia com seus discípulos, e ali na mesa do Senhor, o diabo tomou o coração de Judas, onde plantou a semente da destruição e do projeto de morte. Aqui temos de Jesus uma grande revelação: nem todo que diz Senhor, Senhor, está a serviço do Evangelho e da misericórdia. Muitos que se encontram à mesa da Eucaristia, tem projetos diferentes daquilo que Deus quer de nós. Muitos estão recebendo a Eucaristia e estão a julgar e condenar.  A lição deste Evangelho, com Judas, vem nos revelar, que a nossa entrega e doação, precisa de fidelidade, precisa de consagração ao projeto de amor e de serviço, precisa de assumir a condição de servos, no anúncio da Pala1vra. A nossa missão é de ir e anunciar e para isso, precisamos participar sempre do banquete do Senhor. 

Gaspar Moreira 17.04.25 

 

 

terça-feira, 8 de abril de 2025

DOMINGO DE RAMOS NA PAIXÃO DO SENHOR - 6º DOMINGO DA QUARESMA - ANO C



DOMINGO DE RAMOS NA PAIXÃO DO SENHOR                                                                            6º DOMINGO DA QUARESMA - ANO C                                                                                                LITURGIA PARA 13.04.25                                                                                                                    TEMA: CHAMADOS A PARTICIPAR DO BANQUETE COM O PAI


Somos chamados a caminhar com Deus que por amor, veio ao nosso encontro, assumiu a nossa humanidade. Assumindo a condição humana, se fez servo e cumprindo a vontade do Pai, enfrentou a perseguição e a morte, para nos libertar do egoísmo, da maldade e do pecado. Jesus, veio nos revelar o caminho de construção de vida nova, para nós e para todos aqueles que foram afastados das condições de vida.


1ª LEITURA – ISAÍAS 50, 4-7


Isaias nos revela, que o Senhor concede a seus servos, a força e o poder da profecia. O Senhor concede a graça de falar como discípulo. O Senhor vem a cada manhã e desperta seu servo e lhe dá a palavra certa a ser dita, aos corações abatidos. O Senhor vem e abre os ouvidos do servo, para saber discernir as orientações a serem seguidas. Isaias, revela ainda que, mesmo nas perseguições, mesmo nas dores mais profundas, mesmo na exclusão e no desprezo, o Senhor vem em nosso auxílio, toma a nossa defesa e faz perdedor, os projetos de negação ao projeto de Deus.


2ª LEITURA – FILIPENSES 2, 6-11


Cristo Jesus, de condição divina, abraça a humanidade e se faz servo, para nos ensinar os caminhos em que poderemos abraçar, a condição divina. Jesus, ao assumir a condição humana, vem nos ensinar que ao enfrentar os poderes da morte, nos revela que a morte não tem poder. A vida vence a morte, pois a morte não tem vida. Aqui, recebemos a missão, de em nossa humanidade, não nos tornarmos servos dos projetos que negam a vida, que negam o amor e a misericórdia de Deus, que negam a acolhida e a comunhão. Recebemos a missão, de em nossa humanidade, trabalharmos os Dons de Deus, trabalharmos a graça divina, onde a vida é negada, para ajudarmos na construção do Reino de Deus. Nossa missão é sagrada. Nossa missão é divina.


EVANGELHO – LUCAS 22,14-23,56


É desejo de Jesus, comer convosco esta Páscoa. O Cálice, o Pão e o Vinho fazem parte de nossa vida de fé, fazem parte de nossa vida de consagração, fazem parte de nossa aliança com o Deus da vida e da libertação. Jesus, ao celebrar com os discípulos, nos revela que a nossa missão, está ligada ao banquete que o Pai tem preparado, a todos que forem fiéis. O povo de Deus, não pode esquecer, que Deus nos faz comunhão. Deus celebrou com Abraão, celebrou com Jacó, celebrou no deserto com Moisés e com Josué, celebrou com Elias ao vencer os sacerdotes de Baal, celebrou com Daniel, celebrou com todos os que assumiram a missão de anunciar em todo o Antigo Testamento. Deus continua a celebrar com o seu povo, sentando-se à mesa com os discípulos, celebrando nas catacumbas com os primeiros cristãos e continua a erguer o Cálice da vida e salvação, com cada um que assume a condição de servo de seus irmãos e de Deus. Deus nos chama a renovar a Páscoa Eucarística, cada vez que nos reunimos para celebrar. É mandamento de Deus: Fazei isto em memória de mim. Precisamos renovar a cada dia, a vida de Cristo que vence a morte, renovar o nosso sim, na mesa da partilha, na mesa da vida e na mesa da comunhão. Jesus revela, que o importante não é saber que vai trair, mas é saber quem vai assumir a condição de servo de Deus. O importante não é saber quem está em vida de pecado, mas o que estou fazendo para ajudar o meu irmão a sair da condição de não vida. O importante não é saber quem pregou Jesus na cruz, mas é saber o que estou fazendo para ajudar a tirar meus irmãos da situação de crucificados. O importante não ficar triste, sofrer e chorar com as dores de Cristo na Cruz, mas assumir estes compromissos com os filhos e filhas de Deus, que estão sendo crucificados pela fome, pela miséria, pelas doenças e buscar formas de ajudar a vencer estas cruzes que vem destruindo vidas. Minha fé, precisa ser enraizada no amor, na caridade e na misericórdia.


Gaspar Moreira 13.04.25

 

 O DEVER DOS SERVOS – LUCAS 17:7-10  Em nossa vida cotidiana/ Existem muitos senhores/ Com grandes poderes e muitos bens/ Todos tendo a seu ...